Desmatamento da Amazônia atinge menor nível desde março

SÃO PAULO - O desmatamento da Amazônia atingiu em julho o menor nível desde março deste ano, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No mês passado, 323 quilômetros quadrados de floresta foram destruídos e 81% da área amazônica pôde ser vista pelos satélites usados pelo instituto.

Redação com agências |

O Pará voltou a liderar o ranking dos Estados que mais desmatam, respondendo por 235,6 quilômetros quadrados de desmatamento, seguido pelo Mato Grosso, que liderava a lista há alguns meses, mas que em julho viu destruídos 32,7 quilômetros quadrados.

A queda de mais de 60% se comparado com os 870 quilômetros quadrados desmatados em junho, é a terceira consecutiva apontada pelo Inpe.

De janeiro a junho, o desmatamento da Amazônia somou 4.924 quilômetros quadrados.

Há pouco mais de duas semanas, ao antecipar que o Inpe anunciaria uma 'queda significativa' no desmatamento, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, atribuiu a diminuição da destruição da floresta aos acordos com o setor produtivo fechados recentemente pela pasta.

Os dados do Inpe devem ser comentados ainda nesta sexta-feira por Minc, em entrevista coletiva na sede do ministério, em Brasília. O Instituto levanta dados da chamada Amazônia Legal, que inclui os estados do Acre, Amapá, Pará, Amazonas, de Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão.

Ranking do desmatamento

As florestas tropicais do mundo todo encolheram o equivalente a mais de um Estado de São Paulo entre 2000 e 2005. E quase metade dessa destruição aconteceu no Brasil, segundo um estudo americano publicado na edição desta terça-feira da revista "PNAS". De acordo com a pesquisa,  nos últimos cinco anos, o País foi campeão de área absoluta desmatada e de velocidade de devastação. A análise, porém, não capturou todo o período no qual o desmatamento esteve em queda no País (entre julho de 2004 e agosto de 2007).

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