Desmatamento cresce 93% na Amazônia em julho de 2009, divulga instituto

AMAZÔNIA ¿ O desmatamento na Amazônia no mês de julho deste ano apresentou um aumento de 93% em relação ao mesmo mês de 2008. Foram desmatados 532 km² contra 276 km² do ano anterior. No entanto, no acumulado de agosto de 2008 a julho de 2009 a redução foi de 65% frente ao período anterior. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon.

Redação |

De acordo com a publicação chamada de Transparência Florestal da Amazônia Legal, nos últimos 12 meses do calendário de desmatamento - que tem início em agosto e término em julho - foram desmatados 1.766 km2 na Amazônia. No ano anterior, o desmatamento foi de 5.031.

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O Estado que teve a maior área desmatada foi o Pará, com 70% do total, sendo que ele se concentrou, principalmente, na área de influência da BR-163 (rodovia Santarém - Cuiabá) afetando os municípios de Novo Progresso, Itaituba e Altamira.

Em seguida, está o Estado do Mato Grosso (12%), seguido por Amazonas (10%), Rondônia (5%) e Acre, Tocantins e Roraima (1%). A parte do Maranhão que também integra a Amazônia legal não foi analisada.

Segundo a organização, o grande aumento no desmatamento contabilizado no mês de julho pode, na verdade, ter ocorrido em outros meses já que a cobertura de nuvens era acentuada na região, o que dificultava a visualização da área. Isso, principalmente, por causa chuvas excessivas.  Aproximadamente 55% do desmatamento detectado em julho de 2009 corresponderam a áreas que estavam cobertas por nuvens no meses de maio e junho de 2009, informa o órgão.

Em julho, com redução das nuvens, Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) pode monitorar 81% da Amazônia legal.

Em termos de situação fundiária, 64% do desmatamento ocorreram em áreas privadas, 18% em unidades de conservação, 17% nos assentamentos de reforma agrária e 1% em terras indígenas.

Degradação

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Além do desmatamento, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) também registra as áreas degradadas, como as que sofrem com exploração madeireira ou incêndio florestal.

Em julho de 2009, a degradação atingiu 455 km2, sendo que o Pará novamente é o líder do ranking, com 44% das áreas. Depois, está Mato Grosso (40%) e Rondônia (13%). O restante (3%) é dividido entre Acre, Amazonas e Roraima.

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