O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, admitiu hoje que existe uma relação entre eleições e desmatamento. Ainda não tenho os dados do desmatamento de agosto.

Mas estou muito preocupado. Tenho sobrevoado a Amazônia e tenho visto ela queimar em vários lados. E há muita pressão política, principalmente em relação às eleições", disse Minc. Ele pediu aos técnicos do Ministério para fazer um levantamento sobre essa questão, mas antecipou que, historicamente, nos meses anteriores às eleições aumenta o desmatamento.

"Nenhum prefeito ou governador quer ser antipático nas vésperas das eleições", disse o ministro, referindo-se ao possível afrouxamento da fiscalização. Minc disse que na sua avaliação o Plano Amazônia Sustentada (PAS) está atrasado. O programa está sendo conduzido pelo ministro extraordinário para Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.

"Precisamos de um esforço muito grande, de todos os ministérios (para conter o desmatamento). E precisamos avançar no PAS, que está atrasado", reforçou Minc. A entrega do comando do PAS a Mangabeira foi um dos motivos que levou a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a entregar o cargo. Mangabeira e Minc foram hoje à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, para discutir a Amazônia.

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