Desigualdades raciais seguem elevadas no País, mostra IBGE

Rio - As desigualdades raciais no Brasil prosseguem muito elevadas, segundo mostra a Síntese de Indicadores Sociais 2007, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Agência Estado |

Apesar da exigência, por lei, de reserva de vagas no ensino superior para "grupos sociais desfavorecidos", as taxas de freqüência a curso universitário para estudantes entre 18 anos e 25 anos de idade mostram que em todas as idades a população branca apresenta níveis mais elevados que a de pretos e pardos.

Enquanto 20,6% dos brancos de 19 anos de idade freqüentavam o ensino superior em 2007, apenas 6% dos pretos e pardos estavam na mesma situação no período. Enquanto 13,4% dos brancos haviam completado o ensino superior no ano passado, apenas 4% dos pretos e pardos haviam feito a mesma conquista.

Além disso, em números absolutos, em 2007, dos pouco mais de 14 milhões de analfabetos brasileiros, quase 9 milhões são pretos e pardos. Em termos relativos, a taxa de analfabetismo da população branca é de 6,1% para as pessoas de 15 anos ou mais de idade, sendo que as mesmas taxas para pretos e pardos superam 14%, ou seja, mais que o dobro.

Outro indicador educacional que sublinha a desigualdade racial mostra que a média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais de idade continua a apresentar uma vantagem em torno de dois anos para brancos, com 8,1 anos de estudo, em relação a pretos e pardos, com 6,3 anos de estudo.

Segundo os técnicos do IBGE, no texto da pesquisa, "as conseqüências destas desigualdades se refletem nas diferenças dos rendimentos médios percebidos por pretos e pardos em relação aos dos brancos, se apresentando sempre menores (em torno de 50%)".

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