Entre 1996 e 2006 PIB per capita cresceu 11,2% enquanto o indicador que mede as diferenças sociais recuou 7,1%

A recuperação do mercado de trabalho aliada ao crescimento do rendimento médio da população contribuíram para reduzir, ainda que de forma lenta, as desigualdes na distribuição de renda no País, segundo dados compilados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a elaboração do relatório Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) divulgado nesta quarta-feira.

Segundo o IBGE, a taxa de desigualdade social apresentou nos últimos anos uma tendência de redução, apesar de ainda ser considerada elevada. Um dos indicadores utilizados pelo instituto para medir as diferenças sociais é o Índice de Gini, que varia de 0, situação de perfeita igualdade a 1, situação de desigualdade máxima. No Brasil, o idicador foi de 0,531 em 2008, apesar do crescimento da economia. No ano anterior, o índice foi de 0,535.

Entre 1995 e 2008, segundo o IBGE, a queda da desigualdade foi de 0,97% ao ano em média, inferior ao incremento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, sendo que no intervalo de dez anos, entre 1996 e 2006, o PIB per capita aumentou 11,2%, enquanto o índice de Gini recuou 7,1% no País.

No âmbito regional, o Centro-Oeste, com 0,558 no índice de Gini em 2008, apresentou a maior taxa de desigualdade na distribuição de renda, sendo o Distrito Federal a unidade da Federação com o maior valor (0,618). A região Sul apresentou o menor nível de desigualdade (0,498). Os estados com as menores desigualdades em 2008 foram o Amapá, Santa Catarina e Rondônia (0,442, 0,475 e 0,484, respectivamente).

A taxa média anual de desocupação apresentou um recuo significativo nas seis principais regiões metropolitanas do País entre 2003, quando estava em 12,3%, e 2009, quando o indicador ficou em 3,5%, segundo o IBGE.

Essa evolução do mercado de trabalho, também contribiu de forma positiva para a evolução da renda da população brasileira. A proporção de famílias com rendimento per capita de até meio salário mínimo apresentou uma queda, passando de 31,6% em 2004, para 22,8% em 2008, segundo o IBGE.

As regiões Nordeste e Norte apresentavam em 2008 os maiores percentuais de famílias com rendimento per capita de até meio salário mínimo (41,5% e 32,6%, respectivamente), enquanto as regiões do centro-sul do País possuíam menores proporções. Nos Estados, Alagoas e Maranhão possuíam as maiores proporções (47,6% e 45,8%, respectivamente), embora menores do que em 2006, quando mais de 50% das famílias nessas localidades se encontravam nesta faixa de rendimentos. As menores proporções foram registradas em Santa Catarina (9,6%), São Paulo (10,6%) e Rio de Janeiro (13,4%).

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