Desfiliação de Arruda desmonta estratégia do DEM de usar caso como tática de defesa ética

Santiago (Chile) - A desfiliação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM desmontou a estratégia organizada por um setor do partido que pretendia usar a expulsão do política como trunfo da defesa da ética e da moralidade. No entanto há membros da executiva nacional da legenda que defendem a manutenção do discurso como elemento de reação a eventuais ataques dos adversários.

Agência Brasil |

Enviados como observadores estrangeiros para as eleições no Chile, quatro integrantes do Democratas afirmam que a decisão de cancelar a reunião que ocorreria hoje (11) em Brasília indica que o objetivo é esvaziar o assunto e evitar que o tema volte ao debate. Eles reconhecem, porém, que é difícil neutralizar o assunto.

De acordo com os integrantes do partido, a orientação transmitida a Arruda é que ele conclua seu mandato como governador, mantendo as ações de sua gestão com apoio da popularidade, e busque a discrição. Segundo parlamentares experientes, o ideal seria o governador manter-se afastado dos debates políticos para evitar posteriores críticas.

AE
Arruda anuncia sua saída do Democratas

Arruda anuncia sua saída do Democratas

Ontem Arruda enviou carta ao DEM anunciando sua desfiliação do partido, segundo ele, para evitar constrangimentos. A executiva nacional da legenda se reuniria hoje para avaliar a expulsão.

Para evitar o constrangimento de ter que decidir se entre saciar a sede por atos radicais e midiáticos ou julgar com amplo direito de defesa e cumprimento do prazo estatutário, afirmou ele, em entrevista coletiva convocada ontem.

Tomo a difícil decisão de deixar a vida partidária desligando-me neste momento do partido democrata. Não disputarei a eleição do próximo ano.

Arruda afirmou que vai dedicar-se dedicará ao governo e não pretende se candidatar em 2010 à reeleição, como já era certo. Com as atuais regras eleitorais, não disputarei mais nenhuma eleição.

O escândalo envolvendo as revelações da Operação Caixa de Pandora, realizada pela Polícia Federal, isolou Arruda no DEM. O agravante, segundo os integrantes do partido, foram as imagens que mostraram o governador negociando dinheiro supostamente ligado a um complexo esquema de corrupção no Distrito Federal.

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