Desempenho de aluno no Idesp é pior onde professor falta

Dados recentes da rede estadual de ensino na capital mostram que o desempenho dos alunos em avaliações e seu progresso escolar estão diretamente ligados às faltas de seus professores. O Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) é mais alto nas cinco regiões da cidade que registram menor índice de falta, segundo cruzamento feito pela reportagem.

Agência Estado |

A diferença no índice entre uma área com muitas faltas e outra com poucas chega a 86%.

Educadores afirmam que a ausência ocasional do professor enfraquece sua relação com o aluno e atrapalha a aplicação do projeto pedagógico. Muitas vezes, não há sequer docente substituto e as crianças são dispensadas. Apesar disso, muitos consideram que escolas já com condições precárias de estrutura e em áreas violentas ou distantes também desmotivam o professor e contribuem para aumentar as faltas.

Os números se referem aos meses de julho a dezembro do ano passado, quando o total de faltas justificadas por atestado médico na capital foi de 36.854 - uma média de 302 faltas por dia na rede. Desde maio de 2008, o número vem diminuindo porque o governo impôs um máximo de seis ausências médicas por ano para que não haja desconto de salário do professor. No entanto, mesmo dentro do limite, as faltas são abatidas do bônus que foi pago pela primeira vez no mês passado e poderia representar um acréscimo de 20% no salário anual.

Escolas da zona leste, em bairros como Ermelino Matarazzo e São Miguel, têm os mais altos índices de ausência e os piores resultados dos alunos. Elas registraram mais que o dobro de faltas (cerca de 4 mil) do que as do centro-oeste e centro, onde ficam Vila Mariana, Consolação e Alto de Pinheiros. O Idesp no ensino médio, por exemplo, é de 2,29 na região centro-oeste e de 1,23 na leste 2 - ou seja, 86% maior. As outras três regiões com menores índices de faltas e maior Idesp são centro-sul, norte 2 e leste 5. A capital é dividida pela secretaria da educação em 13 regiões. O Idesp varia de 1 a 10 e é formado a partir do desempenho dos alunos em provas de português e matemática aplicadas pelo governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG