A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) enfrenta dificuldade para atrair usuários ao programa de integração entre estacionamento e transporte público. Cinco das seis garagens E-Fácil construídas nos últimos dois anos ficam a maior parte do dia vazias.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) enfrenta dificuldade para atrair usuários ao programa de integração entre estacionamento e transporte público. Cinco das seis garagens E-Fácil construídas nos últimos dois anos ficam a maior parte do dia vazias. A exceção é a Estação Santos-Imigrantes, da Linha 2-Verde, onde motoristas têm de deixar as chaves com funcionários, que manobram veículos para acomodar mais carros.

O E-Fácil tem preços atrativos - de R$ 7,83 a R$ 11,40. Pelo valor, o usuário pode deixar seu carro ou moto estacionados por 12 horas. A tarifa inclui duas passagens válidas para trem, metrô ou ônibus municipal. O motorista precisa adquirir um espécie de cartão de bilhete único. As unidades têm de 150 a 250 vagas.

Sem se identificar, a reportagem conversou com funcionários nos seis endereços. "Lota? Que horas tenho de chegar?" As respostas foram quase todas iguais: "Pode vir sossegado. Isso aqui não passa do que você está vendo", disse um funcionário no Brás, ao mostrar sete carros, onde cabem 197. Os estacionamentos de Itaquera (257 vagas) e de Guaianases (200), na zona leste, tinham mais de 50 carros cada. A procura não lota os espaços, diferentemente de Santos-Imigrantes (150).

Para o urbanista e consultor de Trânsito Flamínio Fichmann, há duas possíveis causas para a ociosidade: pouca divulgação e o fato de as estações serem afastadas. O Metrô garante lucro às operadoras das garagens E-Fácil. Só passa a dividir com elas os valores obtidos com o aluguel de vagas após as empresas receberem um valor mínimo, não informado, de custeio. Levantamento da reportagem mostra que uma das empresas tem garantidos R$ 30 mil mensais. Só depois tem de dividir lucros.

A companhia não informou quantos usuários cada garagem tem. Em nota, o Metrô atribui a baixa procura ao fato de o serviço ser novidade nas Estações Marechal Deodoro, Bresser-Mooca, Brás e Guaianases. A empresa diz que foram realizadas 392.506 viagens com o cartão E-Fácil. O Metrô afirma ainda que investe em publicidade e em assessoria de imprensa para divulgar o serviço. "Foram impressos 500 cartazes e distribuídos nos painéis dos trens." As informações são do Jornal da Tarde.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.