SÃO PAULO - O governo do Estado de São Paulo e as concessionárias envolvidas no projeto da Nova Marginal do Tietê vão gastar R$ 46,8 milhões nas desapropriações de imóveis e reassentamentos ao longo do rio. Parte das pistas novas da via vai passar por dentro do Clube Esperia e em faixa do complexo do Anhembi - já está definido que uma parte do Parque São Jorge e vários imóveis nas imediações das futuras alças de acesso à Avenida Aricanduva, entre outros pontos, serão desapropriados.

A obra, orçada em R$ 800 milhões e com início marcado para próximo mês, está prevista para ser entregue até o fim de 2010.

No dia 14, foi homologado o contrato da construção, e no começo da semana o projeto foi apresentado aos membros do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp).

A Dersa, responsável pelo gerenciamento da obra, terá de plantar 166 mil árvores a título de compensação ambiental. Também terá de cuidar da manutenção da várzea do Tietê e construir parques lineares e ciclovias em 12 vias - entre elas as Avenidas Cruzeiro do Sul, do Estado, Salim F. Maluf, Serafim Pereira e Guilherme Cotching.

Diariamente, passam pela Marginal do Tietê cerca de 1,2 milhão de veículos, quase 200 mil são caminhões. A previsão é de que o fluxo de tráfego obtenha um ganho de 35%, diminuindo o tempo gasto no percurso da via e também os congestionamentos nas avenidas de acesso - haverá uma nova pista entre a expressa e a local, além do alargamento das faixas.

A Dersa prevê ainda que seja instalado um sistema inteligente de monitoramento do trânsito, que ficará a cargo da Prefeitura. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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