As chuvas que atingem o Maranhão nas últimas semanas já fizeram 59 mil deixarem suas casas, provocaram nove mortes e atingiram de alguma maneira 182 mil pessoas em todo o Estado, segundo dados da Defesa Civil Estadual.

Com um universo tão grande de desabrigados (que têm de ficar em abrigos públicos) ou desalojados (que podem contar com abrigo em casas de conhecidos), agora faltam abrigos para muitas vítimas das chuvas. Em Bacabal, cidade com 6.690 desabrigados e 19.575 afetados, chegou-se a colocar temporariamente pessoas em um estábulo da Exposição Agropecuária de Bacabal (Expoaba).

O juiz da 1ª Vara de Bacabal, Osmar Gomes dos Santos, interditou o abrigo por falta de condições de higiene do local. As pessoas foram removidas para outro abrigo em Bacabal. Com a chegada do mês de maio, cresce a expectativa pelo término das chuvas em todo o Maranhão.

Em Trizidela do Vale, cidade mais atingida pelas chuvas com 8.153 desalojados ou desabrigados e 14.997 afetados, os alagamentos também começam a tomar conta dos abrigos no município. Sem local para onde ir, cinco ou até seis famílias dividem galpões de 40 a 50 metros quadrados.

A governadora Roseana Sarney (PMDB) admitiu o problema e solicitou ao governo federal pelo menos 500 unidades de barracas de lona para atender a essa demanda. E, em Trizidela do Vale, a tendência é que esse quadro piore ainda mais, porque o rio que corta a cidade, o Mearim, não para de subir. Ele já está 10,5 metros acima do nível normal.

Maranhão em campanha pelas famílias afetadas:

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