Desabamentos deixam dois mortos e quatro feridos em São Paulo

SÃO PAULO - Duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas em desabamentos ocorridos nesta quarta-feira em São Paulo. No bairro do Tremembé, na zona norte da cidade, dois jovens foram soterrados depois do desabamento da laje de uma construção.

Agência Estado |

Maxwel Santos de Oliveira, de 17 anos, e Edinalvo Ferreira de Lima, de 26, passavam pela rua e resolveram buscar abrigo da chuva dentro da construção. A estrutura não resistiu e despencou. As duas vítimas morreram no local.

No Parque Colonial, região de São Mateus, zona leste da capital, quatro pessoas da mesma família ficaram feridas com a queda do muro de cerca de seis metros de uma construção ao lado da casa onde moram.

Segundo familiares, Jaqueline Matos, de 11 anos, é quem está em estado mais grave, com uma fratura na clavícula e ferimentos na cabeça. Ela foi encaminhada junto com a avó, Vera Lúcia Bossi, e dois tios, José Roberto e Luiz Antônio Bossi, ao Hospital São Mateus.

O vendedor Nelson Bossi, de 48 anos, contou que desde a última segunda-feira a água das chuvas começou a ficar represada dentro da obra, que teve início em outubro do ano passado. Preocupado, ele buscou ajuda na Prefeitura. "Na hora do almoço (ontem) liguei para o 156, mas me deram um prazo de um a 40 dias para que a Defesa Civil viesse até aqui. Ninguém me orientou a ligar diretamente para a Defesa Civil", afirmou.

Segundo o vendedor, desde que a construção teve início, as paredes da sua casa passaram a apresentar infiltrações. A colocação de uma torre de telefonia celular no local piorou a situação. "Quando estavam colocando a torre, as trepidações fizeram o reboco do meu teto cair. Tive de mandar arrumar", contou.

Nelson dormia na hora do desabamento do muro, que atingiu a sala e a cozinha da casa. "Acordei com o barulho e as pessoas gritando por socorro". Nesta hora, Jaqueline fazia o dever de casa na cozinha. "Acho que foi um milagre ela ter escapado com vida, algum móvel deve ter segurado a estrutura", avaliou o vendedor, que mora há 40 anos no local.

Não chovia no momento do desabamento. "Choveu forte por cerca de uma hora um pouco antes, no final da tarde", contou Nelson. A Defesa Civil interditou quatro cômodos da residência da família, que agora deve se abrigar na casa de parentes. A equipe da Defesa Civil deverá voltar nesta quinta-feira ao local para mais uma vistoria.

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