Deputados ruralistas criticam legislação ambiental e MST

Uma reunião de deputados ruralistas da Comissão de Agricultura da Câmara realizada hoje durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), se transformou em palco de ataques à legislação ambiental brasileira, às entidades do setor e de luta pela terra, principalmente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O primeiro a se pronunciar, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), disse que o MST pode ser comparado ao narcotráfico colombiano, é ilegal e traz insegurança ao homem do campo.

Agência Estado |

Já Paulo Piau (PMDB-MG), disse não ver como trazer a estabilidade para o campo no País diante dos constantes conflitos fundiários e ainda fez duras críticas às restrições ambientais para o plantio de áreas agrícolas. "Acho que a desobediência civil organizada é a única forma de mostrarmos que alguma coisa está errada", disse.

Entre as incoerências apontadas pelos ruralistas no Código Ambiental Brasileiro, o qual os parlamentares tentam alterar para ser menos restritivo ao agronegócio já consolidado, o deputado Leonardo Vilela (PSDB-GO) citou a distância mínima de áreas de preservação permanente para as margens de rios. "Baseado em quê essa distância foi determinada?", indagou o deputado, numa referência à lei, de 1965. Ele defende critérios agronômicos, como o tipo de solo e a declividade do terreno, para definir qual seria área mantida.

Convidado do debate, o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, voltou a defender que os parlamentares fortaleçam o lobby pelo setor "responsável por um terço do PIB (Produto Interno Bruto) e por um superávit (correspondente a) de 200% do saldo da balança comercial brasileira", disse. "Nos Estados Unidos o lobby mais forte no Congresso é o do setor agrícola, que tem apenas 2% dos parlamentares. No Brasil, mesmo com 18% dos parlamentares, esse lobby é minoritário", concluiu Rodrigues.

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