Deputados receiam votar aumento de juízes em época eleitoral

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, bem que tentou, mas o reajuste salarial do Judiciário pode ficar para depois das eleições municipais. O projeto para o aumento de cerca de 3%, que aguarda votação na Câmara dos Deputados, enfrenta resistência de líderes partidários que temem um efeito eleitoral negativo em pleno período de campanhas.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

Um dos parlamentares que se dizem contrários ao reajuste neste momento é o próprio presidente da Câmara, deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP). Mesmo admitindo a vontade de manter a boa relação com os outros Poderes, tendo realizado reunião recente com Gilmar Mendes para tratar do aumento, Chinaglia classificou a discussão como imprópria.

Ao dar uma entrevista sobre os trabalhos na Câmara nas próximas semanas, o presidente da Casa disse que está sendo pressionado para colocar em votação o projeto de interesse do Judiciário, e que na reunião sobre o tema alguns líderes partidários se manifestaram a favor e outros, contra.

Como presidente da Câmara, eu quero me relacionar bem com todos os Poderes. Mas quero lembrar que no passado, quando eu era líder, fui o único a votar contra um reajuste, esquivou-se o petista.

O aumento de cerca de 3% dos juízes implicará na majoração dos salários dos ministros do STF de R$ 24,5 mil para R$ 25,2 mil, e teria o efeito cascata para todos os demais magistrados de outros órgãos e instâncias, abrangendo também procuradores, subprocuradores e demais servidores.

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