BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, bem que tentou, mas o reajuste salarial do Judiciário pode ficar para depois das eleições municipais. O projeto para o aumento de cerca de 3%, que aguarda votação na Câmara dos Deputados, enfrenta resistência de líderes partidários que temem um efeito eleitoral negativo em pleno período de campanhas.

Um dos parlamentares que se dizem contrários ao reajuste neste momento é o próprio presidente da Câmara, deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP). Mesmo admitindo a vontade de manter a boa relação com os outros Poderes, tendo realizado reunião recente com Gilmar Mendes para tratar do aumento, Chinaglia classificou a discussão como imprópria.

Ao dar uma entrevista sobre os trabalhos na Câmara nas próximas semanas, o presidente da Casa disse que está sendo pressionado para colocar em votação o projeto de interesse do Judiciário, e que na reunião sobre o tema alguns líderes partidários se manifestaram a favor e outros, contra.

Como presidente da Câmara, eu quero me relacionar bem com todos os Poderes. Mas quero lembrar que no passado, quando eu era líder, fui o único a votar contra um reajuste, esquivou-se o petista.

O aumento de cerca de 3% dos juízes implicará na majoração dos salários dos ministros do STF de R$ 24,5 mil para R$ 25,2 mil, e teria o efeito cascata para todos os demais magistrados de outros órgãos e instâncias, abrangendo também procuradores, subprocuradores e demais servidores.

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