Os deputados paulistas pressionaram e o governo estadual comprometeu-se em aumentar em 50% as emendas parlamentes para 2009. Cada deputado passará a indicar R$ 3 milhões em gastos no Orçamento e não mais R$ 2 milhões para obras e projetos e programas em suas bases eleitorais.

O reajuste representará uma despesa adicional de R$ 94 milhões, totalizando R$ 282 milhões em emendas de deputados para o próximo ano. O valor equivale a 0,3% da receita prevista para 2009, de R$ 116 bilhões.

O sinal verde do governo José Serra (PSDB) foi dado na semana passada, quando faltavam 15 dias para o Legislativo encerrar seus trabalhos e o governo tinha interesse em aprovar cerca de 15 projetos, entre eles, o Orçamento para 2009 e a venda da Nossa Caixa, que serão votados na próxima semana. A pressão dos deputados começou no fim de novembro, quando os vereadores da capital tiveram do prefeito Gilberto Kassab (DEM) autorização para fazer emendas de R$ 2 milhões. Muitos defenderam que, por serem deputados, deveriam ter um valor maior.

“O aumento é importante, porque é um reconhecimento do trabalho dos deputados. Além disso, vem num momento em que o governo tem tido sucesso no aumento de receitas”, comentou o líder do PSDB na Assembléia, Samuel Moreira. O líder do PT, Roberto Felício, também ressaltou o pequeno impacto do reajuste nos cofres estaduais. “O impacto é ínfimo no orçamento, portanto, acho absolutamente legítimo esse aumento”, defendeu. No início deste mês, foram os deputados mineiros que tiveram um reforço nas emendas parlamentares. Eles poderão indicar gastos de até R$ 1,5 milhão para 2009. Antes a cota era de R$ 1 milhão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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