Os deputados favoráveis à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o governo Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul vão coletar assinaturas da população a partir de amanhã para pressionar os demais parlamentares a aderirem à proposta. Para ser instalada, a CPI precisa de 19 assinaturas.

O pedido conseguiu o apoio de 17 deputados desde 12 de maio, quando o PT começou a circular o documento. O parlamento gaúcho tem 55 deputados.

Além da coleta de assinaturas, os deputados vão entregar ao Ministério Público do Estado representação contra o secretário da Transparência e Probidade Administrativa, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, na qual pedem investigação sobre sua conduta. Entre os fatos citados para motivar o pedido, a representação afirma que o secretário atuou "de forma propositiva" para manter contrato que estaria ilegal - expirou no dia 3 de abril - no Detran-RS com empresa responsável pelo guincho de veículos. A empresa cobra do governo suposta dívida contestada pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, que solicita inspeção no contrato.

A representação será encaminhada também à Corregedoria do Ministério Público e ao Conselho Nacional do órgão, pois o secretário é procurador de carreira. O governo se manifestou por meio de um breve comentário sobre a representação. "O governo acompanha com tranquilidade, com absoluta confiança e certeza na conduta do secretário, cuja biografia é exemplar." A campanha pela CPI conta também com um blog denominado "Zero Corrupção", que exibe a foto dos deputados que assinaram ou não o pedido de investigação. No ano passado, a Assembleia criou CPI para apurar denúncias de irregularidades no Detran gaúcho que teriam desviado R$ 44 milhões, conforme investigação da Polícia Federal.

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