Os deputados estaduais Paulo Borges e Marquinho Lang, do DEM, assinaram hoje o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no governo da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB). Com isso, a proposta feita pela bancada do PT passa a ter 16 das 19 assinaturas necessárias para ser aprovada a criação da CPI.

A 17ª assinatura deve ser do deputado Paulo Azeredo, do PDT.

O quadro, no entanto, permanece inalterado, sem indicativos de que a comissão será aprovada. Os deputados favoráveis à instauração da CPI ainda trabalham para obter os apoios de Gerson Burmann (PDT), Cassiá Carpes (PTB) e Nelson Härter (PMDB). Mas nenhum deles sinalizou qualquer intenção de assinar o documento se não surgirem fatos novos nos próximos dias. Os outros 33 deputados se manifestaram contrários à CPI.

A revista Veja publicou, na semana passada, reportagem indicando que doações para o caixa dois da campanha eleitoral de 2006 teriam sido usadas pela governadora para quitar parte de um imóvel. A revista se baseou em uma entrevista com a empresária Magda Koenigkan e gravações de conversas entre o empresário Lair Ferst e o ex-representante do Estado em Brasília, Marcelo Cavalcante, morto em fevereiro.

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