Deputados distritais fazem reunião para discutir substituição do comando

A primeira sessão presidida pelo deputado Leonardo Prudente (DEM) desde que estourou a Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal durou poucos minutos. O deputado flagrado colocando dinheiro na meia abriu e fechou a sessão imediatamente. O Plenário estava lotado e todos os 24 deputados se dirigiram para o gabinete da Presidência da Casa.

Erika Klingl, iG Brasília |

A expectativa é de que os parlamentares organizem o procedimento de investigação envolvendo a cúpula do governo do DF e, pelo menos, dez deputados distritais. Na reunião, a deputada Erika Kokay (PT) vai defender que os deputados investigados e que ocupam cargos relevantes da estrutura da Casa seja substituídos.

O motivo é óbvio. Ontem, a Mesa Diretora encaminhou para Corregedoria o pedido de investigação de oito deputados, entre eles, Rubens Brunelli (PSC), que é o próprio Corregedor.

Apesar de negar a intenção de se afastar, em conversas reservadas Leonardo Prudente começou a considerar a possibilidade de abrir mão da Presidência. Em conversas reservadas, os deputados consideram que essa seria uma estratégia de sobrevivência. A aposta do governo é jogar toda a culpa para a Câmara. Não podemos dar sinais de que existe qualquer interesse em protelar a investigação, disse um deputado da base.

Além de Brunelli e de Prudente, quem também pode perder os cargos é Benedito Domingos (PP) que é ouvidor e também aparece no inquérito da Polícia Federal. O deputado Rogério Ullysses (PSB), que é presidente da Comissão de Constituição e Justiça, divulgou nota há pouco se afastando do posto.

Escândalo no Distrito Federal

Entenda

Inquérito da PF

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