BRASÍLIA ¿ Depois da aprovação do reajuste dos salários do Judiciário, a discussão sobre reajuste nos salários dos deputados voltou a ganhar força na Câmara. Um dos partidos que estuda a possibilidade da criação de uma possível ¿PEC dos Deputados¿ é o PTB.

Para o líder do partido na Câmara, Jovair Arantes (GO), uma opção seria a isonomia salarial entre os três poderes: A solução é fazermos uma PEC que possa acompanhar o acordo que existe, de que os três Poderes estejam juntos sobre essa discussão salarial no Brasil Poder Judiciário, Poder Legislativo e Poder Executivo, defendeu. Arantes afirma ainda que a proposta vem ganhando apoio também do PSol.

O deputado petebista Pedro Fernandes (MA), que, ao contrário de Arantes, votou contra o aumento do Judiciário, foi mais incisivo na cobrança por melhores salários ¿ lembrando que um deputado recebe R$16,5 mil, enquanto, após o reajuste concedido aos ministros do STF, eles passam a receber R$ 26.723,13 (antes era R$ 24,5 mil). 

Falta coragem a esta Casa para dizer que nós também ganhamos pouco. Não temos coragem de aumentar o nosso salário. Essa fraqueza nos vende mal para a sociedade. Sou contra o reajuste do vencimento dos senhores juízes porque faço o que manda a lei, e também estarei no teto, argumentou Fernandes.

O pessimismo também toma o vice-líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP/PR). Segundo ele, a viabilidade é zero para levar a PEC em votação. Não vai acontecer mais nada. Todo mundo quer [o reajuste salarial], mas sabe que não vai passar. Não há ambiente para votação, e só nos desgastaria politicamente, afirmou.

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