BRASÍLIA - A maioria dos novos integrantes da Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara, que assumiu como o colegiado em março, teve parte da campanha eleitoral paga por empresas do setor. Dos 30 titulares que compõem a CME, 20 deputados receberam cerca de R$ 3,5 milhões em doações nas últimas eleições. Entre os beneficiados, está o presidente da comissão, Luiz Fernando Faria (PP-MG), e a vice-presidente, Rose de Freitas (PMDB-ES).

Cada um recebeu, respectivamente, R$ 355 mil e R$ 130 mil. Para o cientista político Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), a ligação entre empresas e parlamentares que atuam nas comissões da Casa é um fato corriqueiro.

Entre as doadoras, estão 49 empresas que atuam no setor de distribuição de derivados de petróleo, de instalação de gás, de fundição, de administração de usinas elétricas, de siderurgia, de destilação de combustíveis e de criação de linhas de energia.

A CME atua na realização de políticas e modelos para o setor mineral e energético brasileiro. Trata da busca de fontes convencionais e alternativas de energia, de pesquisa e exploração de recursos energéticos, da política e estrutura de preços, da comercialização e industrialização de minérios, e do regime jurídico do setor.

Leia tudo no Congresso em Foco

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.