Deputados continuam empenhados em assinaturas para CPMI do Campo

BRASÍLIA - O líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), afirmou nesta quarta-feira que a coleta de assinaturas para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar denúncias sobre uso irregular de recursos públicos, especialmente pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), continua até a próxima semana. Na Casa, teriam sido recolhidas mais de cem assinaturas, até o momento. O número necessário é 171.

Sarah Barros, repórter em Brasília |

Para o líder, a invasão do MST a uma fazenda em São Paulo irá aumentar o apoio dos deputados à chamada CPMI do Campo. Eles [os parlamentares] representam o Brasil que está indignado, perplexo diante daquele crime, disse. Cerca de 250 famílias ocuparam a fazenda da empresa Cutrale , próxima a Lençóis Paulista, para forçar o Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) a acelerar a reforma agrária na região.

Em tentativa anterior, o requerimento para criar a CPMI foi arquivado por falta de três assinaturas na Câmara. No Senado, já há 35 senadores em apoio à comissão, ultrapassando o mínimo necessário de 27 assinaturas.

Caiado também defendeu que há fato determinado para ser investigado, como requer o regimento. Um deles seria a indicação do Tribunal de Contas da União de desvio dos recursos públicos. Outro seria a entrada de dinheiro do exterior sem fiscalização.  

Repasses

O deputado criticou ainda a atuação do Ministério do Desenvolvimento Agrário em relação ao repasse de recursos. Para a oposição, os recursos foram usados na promoção de invasões. De acordo com a legislação brasileira, o repasse deve ser suspenso nesses casos. 

A avaliação se baseia em resposta a pedido de informação do DEM, segundo o qual o ministério teria repassado, nos últimos cinco anos, R$ 115 milhões para ONGs ligadas ao MST. O Ministério do Desenvolvimento Agrário é o grande financiador do movimento do MST. É a sociedade que paga na forma de imposto e o ministro [Guilherme] Cassel repassa para que o MST continue praticando barbáries, afirmou. 

No relatório enviado, o governo garante que os repasses atendem aos critérios previstos em lei para a celebração de convênios. Quanto ao acompanhamento de prestação de contas, o ministério admite que há documentos pendentes de análise, mas afirmou ter feito um concurso público como medida para ampliar a capacidade de análise.

Leia também

Leia mais sobre: MST

    Leia tudo sobre: mst

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG