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Deputados a favor de Paulinho respondem a processos ou têm dívidas na Previdência

SÃO PAULO - Dos 10 deputados federais que votaram pela não abertura do processo de cassação de Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, quatro respondem a algum processo na Justiça, foram punidos por Tribunais de Contas ou constam como devedores do INSS, de acordo com informações do projeto http://publicador06.brti.com.br/publicador/sites/materias/www.excelencias.org.br target=_blankhttp://publicador06.brti.com.br/publicador/sites/materias/www.excelencias.org.brExcelências, da http://www.transparencia.org.br/index.htmlTransparência Brasil.

Redação |

Paulinho é acusado pela Polícia Federal de participar de esquema de desvio de verbas do BNDES. Ele foi beneficiado por seus pares nesta quarta-feira, quando dez parlamentares votaram contra o parecer do relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que recomendava a cassação.

Os quatro deputados que beneficiaram o deputado e que têm ocorrência na Justiça, em Tribunal de Contas ou no INSS, segundo o projeto, são:

Também votaram pela absolvição de Paulinho os seguintes deputados:

Absolvição

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara absolveu por 10 votos a 4, o deputado Paulo Pereira da Silva. O relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), apresentado na semana passada ao Conselho de Ética, pedia a cassação do deputado, mas acabou rejeitado. Assim, a única possibilidade de Paulinho ser julgado em plenário é se pelo menos 52 deputados assinarem um recurso.

Segundo Piau, todos os envolvidos na operação Santa Tereza eram pessoas próximas a Paulinho e procuraram o deputado quando a ação foi deflagrada. Isso deixaria claro, segundo o relator, que o deputado petebista seria a figura central do esquema. Paulo Piau admite, porém, não ter encontrado prova de repasse direto dos recursos desviados do BNDES para Paulinho.

Meu relatório é técnico e é a expressão da verdade. Não existem suposições, existem fatos e provas e o conjunto de provas aponta a existência do desvio de recursos do BNDES. O deputado Paulo Pereira da Silva sabia do esquema, se beneficiava do esquema, embora não recebesse recurso na sua conta bancária, disse Piau.

Paulinho nega qualquer envolvimento no esquema. Ele não participou da reunião desta quinta-feira do Conselho de Ética, pois está à frente da 5ª Marcha das Centrais Sindicais, que é realizada na frente do Congresso Nacional. "É uma coincidência. O evento já estava marcado", disse Paulinho.

Com a rejeição do pedido de cassação, o colegiado nomeou o deputado Zé Carlos Araújo (PR-BA) como novo relator do caso. Ele deverá elaborar agora o "parecer do vencido", dizendo se Paulinho foi absolvido por inépcia [acusação infundada] ou  por falta de provas. Concluída pela primeira opção, o relatório será votado pelo Conselho de Ética e arquivado. Caso a razão tenha sido falta de provas, o relatório poderá será levado à plenário.

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