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Deputado preso no Rio diz que foi ultrajado

O deputado estadual Natalino José Guimarães (DEM-RJ), preso acusado de formação de quadrilha e envolvimento com milícias do Rio, afirmou hoje que foi forjado e ultrajado, ao chegar, algemado, ao Tribunal de Justiça (TJ), onde acompanhou interrogatórios - no inquérito, de 2005, ele é acusado de formação de quadrilha. O advogado de Guimarães, Esio Lopes Neves, disse que aguardará a decisão da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e que não pedirá habeas-corpus para ele.

Agência Estado |

Neves afirmou que os direitos constitucionais de Guimarães não foram respeitados. "Deixaram-no confinado como um bandido qualquer, sem saber do que era acusado."

Em depoimento ao juiz Paulo César Vieira de Carvalho Filho, do Órgão Especial do TJ, Fábio Pereira de Oliveira, mais conhecido como Fabinho Gordo , de 34 anos, admitiu que recebia ordens do deputado estadual do DEM do Rio, mas - afirmou - não para cometer crimes. "Ao contrário, ele me mandava tratar bem as pessoas do local." Filho de um policial militar, Fabinho Gordo também admitiu que trabalhou para campanhas de Guimarães, pedindo votos. Ele negou as acusações, entre elas a de que havia a cobrança de taxas de moradores. Sobre a prisão de ontem, Fabinho Gordo admitiu que levava a pistola no porta-luvas do carro, sob a alegação de que pretendia levá-la para a casa da mãe porque sua residência estaria sendo invadida, constantemente.

Ele afirmou que era perseguido pelo ex-sargento Herbert Canígio da Silva, mais conhecido como Escangalhado , que o prendeu, e que só não foi morto porque chegaram policiais da Coordenadoria de Operações Especiais (Core). Ao sair da sala de audiências, a mulher de Guimarães, Vera Guimarães, disse: "Nós somos inocentes. Eu acredito na Justiça de Deus."

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