Deputado dono de castelo será expulso do DEM

BRASÍLIA (Reuters) - O DEM formaliza nesta terça-feira a expulsão do deputado Edmar Moreira (DEM-MG), que teria omitido da Justiça Eleitoral a propriedade de um castelo avaliado em 20 milhões de reais, em São João Nepomuceno, interior de Minas Gerais. Em nota, o DEM informa que a expulsão será sumária e o anúncio está marcado para logo após a reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília.

Reuters |

No domingo, o deputado havia renunciado aos cargos de segundo vice-presidente e corregedor da Câmara. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), disse que convoca até quarta-feira nova eleição para os cargos.

O deputado do DEM formalizou sua renúncia por fax e conversou com Temer. Edmar também é acusado de apropriação indébita de contribuições previdenciárias de funcionários.

Pelo princípio da proporcionalidade partidária, a vaga da segunda vice-presidência pertence ao DEM, que deve definir o nome do novo indicado na reunião da Executiva. A tendência é que o escolhido seja Vic Pires Franco (PA), que foi o candidato oficial do partido, derrotado por Edmar Moreira, que se lançou como candidato avulso.

Embora tenha mantido o seu mandato com a renúncia ao cargo na Mesa Diretora da Câmara, Edmar ainda corre o risco de enfrentar processo na Comissão de Ética. O PSOL pretende pedir abertura de processo cassação e está reunindo provas.

"A Comissão de Ética virou um grande clube de amigos. Ela está dando atestado de idoneidade para as pessoas. Então, nós vamos tomar todos os cuidados para que cheguemos lá com provas substantivas", disse Ivan Valente (PSOL-SP).

No fax enviado a Temer no domingo, Edmar queixou-se dos ataques e até do DEM.

"A questão ganhou contornos insuportáveis quando meu próprio partido não soube respeitar a prerrogativa da candidatura avulsa, exercendo verdadeira perseguição pessoal através de execração pública", afirmou.

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