Deputado do PSC é novo relator de processo contra Lins

O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) escolheu hoje um novo relator para o processo de cassação aberto contra o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB). Ele é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha armada durante o período em que foi chefe da Polícia Civil no governo de Rosinha Matheus.

Agência Estado |

Com a desistência da deputada Aparecida Gama (PMDB), que havia sido escolhida por sorteio ontem diante da relutância dos membros do conselho em assumir a tarefa, o cargo foi entregue ao deputado estadual Audir Santana (PSC).

Ele foi escolhido pelo presidente da comissão, Paulo Melo (PMDB), que chegou a cogitar relatar o caso ele mesmo. Audir, que não tinha se oferecido por estar prestes a iniciar campanha à prefeitura de Itaboraí (RJ), afirmou que não poupará esforços para abreviar o processo contra Lins, que tem prazo oficial de 90 dias. Com o impasse em torno da escolha do relator, o deputado estadual André Corrêa (PPS) chegou a se oferecer para exercer a função. No entanto, como não é membro do Conselho de Ética, a proposta dele não foi aceita por Melo. A decisão do presidente só foi tomada após uma conversa reservada entre os deputados numa sala. Melo indicou a si mesmo como sub-relator.

Lins não foi encontrado até agora para ser notificado pelos emissários da comissão sobre a abertura do processo, o que impediu que começassem a ser contados os cinco dias para que ele entregue defesa por escrito e indique até dez testemunhas de defesa. Lins afirmou que assinará a notificação amanhã, mas Melo decidiu também publicar amanhã no diário oficial da Casa o comunicado para que o acusado não possa ganhar mais tempo.

Aparecida Gama, que havia se mostrado ontem desimpedida de relatar o caso contra Lins, mais tarde alegou conflito de interesses para desempenhar a função por ser líder do PMDB, partido de Lins. Ela pediu para abandonar a tarefa, sob pena de ter seu relatório desqualificado pelo acusado. Melo aceitou o pedido, mas desligou a deputada do Conselho de Ética, argumentando que ela teria o mesmo impedimento para votar.

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