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Deputado do DEM-RJ acusa polícia de plantar armas

O deputado estadual Natalino José Guimarães (DEM-RJ), que foi preso hoje, negou hoje todas as acusações da polícia do Rio e disse que é perseguido, covardemente, pelo delegado Marcus Neves, da 24ª Delegacia de Polícia (DP), e que a armas encontradas em sua casa, à exceção da pistola e de uma escopeta, foram plantadas pela polícia. Foi uma prisão ilegal e imoral, disse.

Agência Estado |

O advogado de Guimarães, Jonas Tadeu Nunes, disse que a primeira providência da defesa foi exigir a convocação de uma reunião extraordinária da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para analisar a legalidade da prisão. Caso a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa decida na reunião que a detenção foi legal, Nunes entrará com um pedido de habeas-corpus na Justiça.

O deputado estadual do DEM do Rio é acusado de comandar um grupo de milicianos na zona oeste da capital fluminense. Outros cinco acusados foram presos na casa dele, onde a polícia também apreendeu uma lista com nomes de supostos empregados da milícia e valores (de 300 reais a R$ 1,7 mil) que seriam pagos a eles, semanalmente. Segundo Neves, também foram encontrados na residência um fuzil, duas escopetas, uma submetralhadora, seis pistolas e três revólveres.

Natalino disse que se preparava para sair e levar para casa o cabo Rogério Alves de Carvalho, da Polícia Militar (PM), que serviu de motorista para ele ontem, e também foi preso na ação, quando foi surpreendido por tiros da polícia. Dos detidos, além do deputado estadual do DEM, Carvalho foi o único a prestar depoimento. O cabo confirmou a versão de Natalino de que fez o "favor" de levá-lo ao centro da capital e afirmou "que não freqüenta a residência do deputado, não tem qualquer vínculo com ele e que, por pura coincidência, foi envolvido nos fatos".

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