Deputado chama diretor-geral da PF de torturador e trapalhão

BRASÍLIA - O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, foi afrontado nesta quarta-feira pelo deputado José Edmar (PR-DF), durante reunião da Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência do Congresso Nacional.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

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Edmar foi empossado deputado federal recentemente, como suplente de Augusto Carvalho (PPS-DF), e compareceu à comissão com pedaços de algodão nas narinas.

Ele pediu a palavra ao presidente do colegiado, senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e denunciou Corrêa como torturador e trapalhão. Sua entrada [no comando da Polícia Federal] causa mal-cheiro. Basta de injustiça. Basta de torturas. Saia logo, diretor. Chega de suas lambanças, disse Edimar.

O deputado foi preso, em 2003, pela Operação Grilo, da Polícia Federal, acusado de representar interesses de organizações criminosas de grilagem de terras na Câmara Legislativa. À época Edmar era deputado distrital pelo PMDB.

Segundo Edimar, ele foi acusado injustamente de grilagem de terras e ressaltou que até hoje não há processo sobre o assunto. O crime de injúria é impossível de limpar, afirmou.

Corrêa preferiu não comentar os ataques e o presidente da comissão, senador Heráclito Fortes, encerrou a sessão.Quando vi o deputado com algodão no nariz pensei que fosse pela secura de Brasília, e só depois entendi que era um protesto, debochou Heráclito.


Depoimentos

Luiz Fernando Corrêa, o general Jorge Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Paulo Lacerda, diretor-geral afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já foram ouvidos nesta quarta-feira pela Comissão Mista de Controle das Inteligências.

Logo mais, às 17h, ocorrerá oitiva com o ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI), Francisco Ambrósio. Ele é apontado em reportagem da revista "Istoé" como a pessoa que coordenou os agentes da Abin que trabalharam com o delegado Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha.

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