Deputado assume governo do Tocantins após cassação do titular

RIO DE JANEIRO - O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), assumiu hoje como novo governador do estado, depois de os juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassarem por corrupção o então governador, Marcelo Miranda (PMDB), e o seu vice-governador, Paulo Sidnei Antunes.

EFE |

Gaguim assumiu como governador interino em cerimônia na Assembleia Legislativa, na qual disse que, no prazo de 30 dias, convocará eleições indiretas para o cargo, para as quais já se apresentou como candidato.

O futuro governador do Tocantins, que completará o mandato que caberia a Miranda até dezembro de 2010, será eleito pelos deputados em eleições que devem ocorrer em 90 dias.

Miranda foi cassado pelo TSE porque o tribunal entendeu que ele e o vice foram os responsáveis por práticas ilegais e abuso de poder nas eleições de 2006. Entre os feitos indevidos, está a distribuição aos eleitores de bens comprados pelo poder público, doação de alimentos aos apoiadores e uso incorreto dos meios de comunicação.

O governador destituído foi eleito com 51,48% dos votos, o que eliminou a necessidade de um segundo turno.

A legitimidade do pleito foi posta em dúvida por José Wilson Siqueira Campos (PSDB), adversário de Miranda e candidato tucano a governador, que ficou em segundo lugar nas eleições.

Miranda, que inicialmente havia afirmado que recorreria até as últimas instâncias para evitar a perda do mandato, aceitou a decisão do TSE e pediu que seu secretariado colabore com o Governo interino.

Gaguim, aliado do governador e colega de legenda de Miranda, antecipou que poderá manter nos cargos vários dos integrantes do Gabinete.

Miranda é o quinto governador destituído do cargo nos últimos oito anos no país.

O TSE cassou recentemente os mandatos por irregularidades eleitorais dos governadores da Paraíba, Cassio Cunha Lima (PSDB) e do Maranhão, Jackson Lago (PDT), eleitos também em 2006.

Em 2004, o TSE destituiu o governador de Roraima, Flamarion Portela, atualmente no PTC, e, em 2001, o do Piauí, Mão Santa (PMDB), também por violações à legislação eleitoral. EFE cm/dm-an

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