Deputado agita CPI ao acusar ministro de uso de máquina pública em campanha

BRASÍLIA - O deputado federal Vic Pires (DEM-PA) rompeu o clima frio na CPI mista dos Cartões Corporativos, nesta quinta-feira, ao denunciar o ministro da Pesca, Altemir Gregolin, por uso da máquina pública nas eleições de 2006. Vic Pires disse ter em mãos filmagens em que o ministro distribuía carteiras a pescadores e pedia votos, e Gregolin respondeu apenas que o fato foi objeto de ação judicial e ele foi absolvido.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

O deputado do DEM foi duro ao citar as transcrições das filmagens, e leu o suposto discurso do ministro em evento realizado em Limoeiro do Ajuri, no interior do Pará.

O senhor usou a máquina do governo federal, usou seu ministério, seu prestígio como ministro para pedir voto em troca dessas carteiras dos trabalhadores da pesca, acusou Vic Pires.

O ministro respondeu que essas declarações foram alvo de ação judicial, que foi arquivada porque segundo o juiz eu não estava em campanha. Não tenho lembrança exatamente da fala, estou acreditando no senhor. Isso foi utilizado pela oposição, defendeu-se.

O tema mexeu com os parlamentares, principalmente oposicionistas. O deputado federal Carlos Sampaio, por exemplo, elevou a voz e atacou o ministro.

O que foi colocado aqui é muito sério. Vossa Excelência praticou um ato de improbidade administrativa inquestionável. Faço questão de subscrever uma ação pública contra o senhor, discursou Carlos Sampaio.

Após as declarações mais contundentes de Vic Pires e Carlos Sampaio, a CPI voltou à normalidade e nenhum oposicionista conseguiu extrair contradições de Altemir Gregolin em relação a uso de cartões. 

Na saída do depoimento, o ministro da Pesca negou novamente ter misturado agendas oficiais e campanha eleitoral em 2006. Não procede isso, estive em missão oficial no Pará. O fato foi motivo de ação na Justiça, foi julgado e arquivado, disse, para depois classificar as acusações como um papel natural da oposição: É uma tentativa de politizar o debate, até porque quanto ao uso do cartão corporativo a oposição reconheceu que não há irregularidades.

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