Flagrada pela Polícia Federal (PF) guardando suposto dinheiro de propina em uma bolsa de couro, a líder governista na Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF), Eurides Britto (PMDB), disse hoje, por meio de nota, ter ficado perplexa com as acusações feitas a ela nos últimos dias. A parlamentar é apontada pela PF como uma das autoridades que teriam sido favorecidas por esquema de arrecadação e distribuição de propina a membros da base aliada do governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (DEM).

A ação é investigada pela Operação Caixa de Pandora, deflagrada na última sexta-feira pela PF.

Na nota, a parlamentar justifica seu silêncio desde a semana passada pelo fato de não ter tomado conhecimento das acusações que recaem sobre ela. "Não me manifestei antes porque fiquei aguardando conhecer o processo, já que nem sabia do que era acusada."

Ela insinua que a maneira como essas denúncias vieram à tona é um sinal de que a oposição no Estado já se prepara para a disputa política no ano que vem. "O embate político de 2010 começou cedo e veio da forma mais repugnante possível", critica.

Além de esconder cinco maços de dinheiro na bolsa, a deputada aparece nas imagens que integram a investigação da PF ensaiando uma crítica ao suposto esquema. "Você não acha que o governador perdeu as estribeiras?", questiona, no vídeo. A parlamentar não explica na nota o motivo de ter escondido o dinheiro ou a razão de ter censurado a atitude do governador.

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