Deputada do PMDB relatará processo contra Álvaro Lins

O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) escolheu nesta quarta-feira a deputada estadual Aparecida Gama (PMDB) como relatora do processo de cassação do deputado Álvaro Lins (PMDB).

Redação com Agência Estado |

AE
Lins pode ter seu mandato cassado

Alvo da Operação Segurança S.A., da Polícia Federal, ele chegou a ser preso há duas semanas sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha armada. Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, o ex-chefe de Polícia Civil do Rio no governo de Rosinha Matheus liderou um grupo de policiais que loteava delegacias e arrecadava propinas entre empresários e bicheiros. O ex-governador Anthony Garotinho também foi denunciado, como responsável pelo suporte político do grupo na cúpula da Polícia Civil.


Além do presidente Paulo Melo (PMDB), quatro dos sete integrantes do conselho compareceram à reunião. Como nenhum deles se ofereceu para relatar o caso, Melo decidiu fazer um sorteio. O nome retirado de um saco de papel por uma taquígrafa da Casa foi o de Aparecida, que é líder da bancada do PMDB da Casa, integrada por Lins. Segundo a deputada, o fato de ser colega de bancada do deputado não impedirá que ela faça o trabalho com correção.

"Foi uma escolha em sorteio, mas de muita responsabilidade. Tenho certeza de que, junto com o relator auxiliar, vamos fazer um trabalho sério, que dignifique cada vez o Parlamento", afirmou Aparecida, referindo-se a Melo, que se ofereceu para atuar como sub-relator. A deputada disse não ter receio em relação à própria segurança, mas disse não ter se oferecido para ser a líder da bancada do PMDB.

Melo determinou a notificação de Lins, que terá cinco dias úteis para apresentar sua defesa por escrito e listar suas testemunhas de defesa. O conselho tem prazo de 90 dias para concluir o caso, mas Melo afirmou que tem a intenção de acelerar o processo, para submeter a decisão ao plenário da Alerj, em votação secreta, antes do recesso de julho.

"O que nós iremos buscar será acelerar, adiantar os trabalhos, sem prejudicar a defesa, sem aviltar o processo democrático de direito, a questão jurídica e processual. Mas empreenderemos os esforços para que esse processo esteja cumprido o mais rápido possível", disse Melo

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