Deputada diz que foi ameaçada por policiais federais

RIO DE JANEIRO - A deputada federal e policial civil licenciada Marina Magessi (PPS-RJ) disse nesta terça-feira, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), que deputados federais integrantes da CPI dos Grampos da Câmara estão sendo ameaçados por grupos da Polícia Federal.

Agência Estado |

Marina, que faz parte da CPI dos Grampos, denunciou que policiais

Érica Ramalho

Deputada presta depoimento à CPI das Milícias

federais a ameaçaram com a abertura de inquérito baseado em escutas telefônicas antigas, que registraram diálogos entre a deputada e o policial civil Hélio Machado da Conceição, o Helinho, preso por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção.

Marina Magessi foi chamada à CPI das Milícias por ter sido citada por dois supostos milicianos como candidata que fazia campanha em áreas dominadas pelos grupos paramilitares. A deputada negou envolvimento com milicianos, mas disse que se preocupa muito mais com a presença do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na favela da Rocinha do que com a atuação das milícias no Rio.

Marina teme uma possível aliança entre os traficantes e os sem-terra na favela. "O MST está politizando a Rocinha. O que mais me preocupa é que a Rocinha tem mais de dois mil fuzis e o MST, armado de foices e facões, já fez muito estrago", disse a parlamentar.

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