Depois de Nova York e Londres, mostra de Francis Bacon chega ao Museu do Prado

O Museu do Prado, em Madri, inaugura no dia 3 de fevereiro a exposição comemorativa do centenário do pintor inglês Francis Bacon, que já passou pela Tate Gallery de Londres e pelo Metropolitan Museum de Nova York.

AFP |

A presença de sua obra no museu espanhol traz "uma carga emocional extraordinária", destacou Miguel Zugaza, diretor do Prado, na apresentação da mostra, que fica até o dia 19 de abril.

Para o Prado, museu que geralmente abriga obras de artistas mais clássicos, a retrospectiva de Bacon se explica sobretudo pela especificidade e pela biografia do pintor britânico, que viveu no século XIX.

Fancis Bacon esteve várias vezes em Madri antes de morrer, falecendo na capital espanhola em abril de 1992, aos 82 anos, vítima de uma crise cardíaca.

Segundo Manuela Mena, curadora da exposição, Bacon tinha o costume de freqüentar o Prado, pedindo que "abrissem as portas nos dias em que o museu estava fechado para poder estudar as obras", principalmente dos grandes mestres espanhóis Francisco de Goya e Diego Velázquez.

O museu madrilenho apresenta 60 quadros marcantes da carreira do pintor, além de documentos e esboços inéditos encontrados em seu ateliê depois de sua morte.

A exposição, batizada apenas de "Francis Bacon", aborda os temas que marcaram o artista e sua obra, às vezes chamada de cruel, como a morte, o tempo passado, a fragilidade do corpo humano e solidão.

str/gg/ap

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