Depois de atraso, BID quer rever obras em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo não conseguiu cumprir os prazos de elaboração de projetos para revitalização do centro da cidade e, por isso, precisou apelar para que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) - financiador de US$ 100,4 milhões da obra - adiasse em três anos o tempo para liberação do último desembolso dos recursos. Como contrapartida à prorrogação, o BID solicitou que todo o programa de valorização imobiliária e recuperação de prédios históricos, entre outras 178 ações, seja revisto.

Agência Estado |

Até o fim de fevereiro, o BID promete enviar missão de técnicos a São Paulo para que o chamado Programa de Reabilitação da Área Central (Procentro) seja reformulado, com foco "na simplificação". A justificativa da Prefeitura para pedir dilatação do prazo de liberação de recursos para um projeto ensaiado há pelo menos quatro anos é a "complexidade das intervenções".

Já em 2005, o BID, em comum acordo com a Prefeitura - administrada, na época, pelo agora governador José Serra(PSDB) -, havia estabelecido 3 de novembro de 2009 como data limite para o comprometimento de recursos da revitalização da área central. A data expirou sem que todos os planos estivessem encaminhados. Para não comprometer o financiamento, a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) solicitou mais tempo, por causa da "necessidade de ajustes nos documentos licitatórios de algumas das intervenções", afirmou em nota.

A nova data estabelecida pelo banco é 3 de novembro de 2012. A última parcela do recurso passou de junho de 2010 para junho de 2013. Ainda que, na prática, isso signifique que o governo municipal possa adiar em mais 1.095 dias o início das reformas, a gestão de Gilberto Kassab (DEM) reitera que não vai alterar o cronograma das intervenções. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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