CURITIBA - Foi liberada às 2h desta terça-feira a BR-277, na altura do Km 476, no município de Nova Laranjeiras (PR), que estava bloqueada desde a manhã de segunda-feira por cerca de 500 índios da aldeia de Rio das Cobras. Eles reivindicavam a presença de um representante da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), de Brasília, para negociar melhores condições na área de saúde para as aldeias da região.

Os índios acataram liminar de reintegração de posse obtida na Justiça ontem à noite pela Concessionária Rodovia das Cataratas, que administra o trecho.

As duas pistas da BR-277, principal via de ligação entre o oeste do estado e a capital, ficaram bloqueadas por quase 17 horas, provocando, segundo o plantão da Polícia Rodoviária Federal (PRF), filas de até dez quilômetros de ônibus e caminhões.

Desde o início do bloqueio, a PRF orientava os motoristas a usarem desvios por vias alternativas. Hoje pela manhã, o movimento no local já é normal.

Já os índios das etnias Xetá, Guarani e Kaingang que ocuparam também ontem (9) a sede da Funasa, em Curitiba, permanecem no oitavo andar do edifício, aguardando um posicionamento sobre a reativação do contrato com uma empresa de transporte que leva crianças e doentes para consultas médicas fora das aldeias.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, no local estão 50 índios e o clima é de tranqüilidade. A assessoria explicou que foi proposto a eles que cinco líderes indígenas viajassem para Brasília para uma audiência com a presidência da Funasa.

Mas o grupo não concordou e exige que dez índios integrem a comitiva que vai pedir a reativação do contrato de terceirização de 35 veículos e a recontratação de 128 motoristas que atendiam urgências médicas das 45 aldeias, onde vivem os 12,6 mil índios do Paraná.

Segundo o cacique Márcio Lourenço, da Reserva de Laranjinha, a situação nas aldeias é precária, muitas estão sem medicamentos, inclusive, os de uso contínuo.

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