Depoimentos sobre assassinato de ganhador da Mega-Sena são transferidos

LIMEIRA ¿ Os depoimentos de três testemunhas sobre o assassinato do ganhador da Mega-Sena, Altair Aparecido dos Santos, que aconteceriam nesta quarta-feira na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira, serão transferidos para sexta ou segunda-feira. De acordo com a polícia, agentes da delegacia seccional da cidade estão hoje na DIG para serviços especiais e, por isso, a transferência teve que ser feita.

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O investigador Gildo Ciola, no entanto, informou que a mudança não afetará as investigações. Segundo ele, o que essas testemunhas irão falar a polícia já sabe.  O agente disse ainda que as equipes permanecem nas ruas para desvendar o crime ocorrido na noite do último domingo.

Ontem, o Instituto de Criminalística (IC) de Limeira confirmou que a cena onde o vencedor do prêmio de R$ 16 milhões da Mega-Sena foi morto com um tiro no peito havia sido alterada. Segundo Caciola, o local onde Santos caiu foi lavado porque ninguém sabia ao certo o que havia ocorrido.

De acordo com o investigador, na noite de domingo ventava muito em Limeira, município a 151 quilômetros de São Paulo. Quando o disparo foi feito, os vizinhos não souberam distinguir se o barulho era de um tiro ou de uma telha que havia caído. O amigo da família que encontrou Santos no chão relatou que a vítima estava muito ensanguentada na boca e no nariz.

Ele foi levado para um hospital com suspeitas de que tivesse sofrido um acidente. Somente na Santa Casa de Limeira, o amigo da família ficou sabendo que o ganhador da Mega-Sena tinha levado um tiro. Ao retornar para a casa da vítima, o amigo percebeu que o sangue na cena do crime havia sido retirado. Como o assassinato aconteceu momentos após a festa de aniversário de oito anos do filho da vítima, familiares limparam o local com medo que a criança acordasse e visse a cena.

O caso

O comerciante Altair dos Santos, de 43 anos, foi baleado no peito na noite de domingo, dia 16 de novembro, em sua chácara, no Condomínio Residencial Portal das Flores, em Limeira, interior de São Paulo.

Em maio do ano passado, o comerciante e mais 13 pessoas ganharam R$ 16 milhões em um concurso da Mega-Sena. No entanto, o grupo que costumava apostar era composto por 16 pessoas, mas até o momento do sorteio, duas ainda não haviam pago pelo bilhete e, portanto, não entraram no rateio do prêmio.

Um deles era Dorgival Bezerra de Oliveira, que confessou que três dias antes do assassinato havia feito ameaças de morte a Altair, mas negou ter participado do crime.  Segundo investigações, por meio de um acordo feito na época com os participantes, Chaveiro recebeu R$ 270 mil, mas ele andava insatisfeito. Na última segunda-feira, a polícia ouviu o depoimento de Oliveira, e em seguida o liberou. Sua participação no crime foi descartada.

De acordo com a polícia, o registro dos carros que entraram no condomínio no dia do assassinato pode ajudar a desvendar o ocorrido. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira nega ter recebido informações provenientes de ligações anônimas a respeito do caso.

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