Depoimentos no caso Isabella divergem, diz promotor

O promotor Francisco Cembranelli, responsável no Ministério Público Estadual (MPE) pela investigação da morte de Isabella, de 5 anos, falou hoje que acredita que os trabalhos de investigação podem ser concluídos antes de 30 dias, quando termina o prazo da prisão preventiva do pai e da madrasta da menina, Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá. O promotor afirmou ainda que nenhuma possibilidade sobre a morte dela foi descartada e que existem divergências nos depoimentos.

Agência Estado |

"Há testemunhas que divergem sobre a subida (do casal) ao apartamento", disse.

Outra divergência nos relatos, segundo Cembranelli, trata do relato do pai que registrou no Boletim de Ocorrência o arrombamento da porta do apartamento, o que não foi constatado pelos técnicos do Instituto de Criminalística. "A perícia constatou que a porta não foi arrombada". O promotor ressaltou também que a percepção de relevância da ocorrência pelos polícias, no momento do crime, possibilitou a preservação do local.

Isabella foi encontrada morta pelo pai no sábado à noite, no jardim do prédio onde ele mora com a mulher, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24 anos, e os dois filhos do casal, após cair do 6º andar. O delegado titular do 9º DP, Calixto Calil Filho, afirmou, um dia após a morte da menina, que trabalhava com a hipótese de homicídio, apontando que há fortes indícios de que a criança tenha sido arremessada por alguém. Havia vestígios de sangue no apartamento do casal e a tela de proteção da janela do quarto onde estava Isabella foi cortada.

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