O comerciante Sandro Luiz Castellani, de 41 anos, prestou depoimento nesta segunda-feira em companhia de seu advogado, Claudio Carvalho, no 3º Distrito Policial em Santo André, no ABC paulista. Segundo o delegado Alberto José Mesquita Alves, o depoimento do proprietário do imóvel que explodiu na semana passada foi importante, mas não conclusivo, já que o delegado ainda está ouvindo testemunhas e aguardando a conclusão dos laudos da perícia, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). A tragédia matou duas pessoas e feriu pelo menos 12, além de deixar cerca de cem desalojadas.


A apresentação do casal de comerciantes Sandro Luiz Castellani e Conceição Aparecida Fernandes, ambos de 41 anos, estava sendo aguardada pela Polícia de Santo André desde domingo, quando Luciano Fernandes, sobrinho do dono da loja, disse que seu tio iria se apresentar nesta segunda-feira à polícia. Não há informações sobre a presença de Conceição na delegacia.

Futura Press
Dono de loja que explodiu em
Dono de loja que explodiu em Santo André se apresenta à polícia


O casal será indiciado por crime de explosão e por todas as consequências decorrentes da tragédia, como danos materiais, lesão corporal e dois homicídios. O lojista deve dar entrevista às 15h acompanhado de seu advogado.

  • Explosão

    A explosão aconteceu por volta das 12h45 da última quinta-feira, dia 24, em uma loja de explosivos localizada na rua Américo Guazzelli, que pertencia a Sandro Luiz Castellani.

    No acidente morreram Ana Maria de Oliveira Martins, de 58 anos, empregada da família de Sandro, e o primo de Sandro, Denian Castellani, de 41 anos. Outras 12 pessoas ficaram feridas.

    O impacto da explosão foi tão forte que, segundo o Corpo de Bombeiros, foram causados danos em um raio de 80 metros. Quatro quarteirões em torno da rua Américo Guazzelli foram isolados.  

    Cerca de 70 agentes da Guarda Municipal de Santo André trabalharam no resgate junto a outros 35 profissionais da Defesa Civil, 30 do Serviço de Saneamento Ambiental, além de 12 viaturas do Samu, 20 agentes de trânsito e cães farejadores.

    Trinta casas tiveram de ser isoladas, mas, após perícia, a Defesa Civil liberou 21 imóveis. Entre as interditadas, quatro foram demolidas.

    Segundo a Prefeitura, a loja não tinha alvará para a venda de fogos de artifício. 


  • Local da explosão de uma loja de fogos de artifício em Santo André / AE

    (*com informações das agências Estado e Futura Press)

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