BRASÍLIA - Após seis horas e meia de duração, o depoimento do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz foi considerado evasivo pelos membros da CPI das Escutas Telefônicas da Câmara dos Deputados. urn:schemas-microsoft-com:office:office / " / BRASÍLIA - Após seis horas e meia de duração, o depoimento do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz foi considerado evasivo pelos membros da CPI das Escutas Telefônicas da Câmara dos Deputados. urn:schemas-microsoft-com:office:office / " /

Depoimento de delegado na CPI dos Grampos é considerado fraco

MARGIN: 0cm 0cm 0ptBRASÍLIA - Após seis horas e meia de duração, o depoimento do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz foi considerado evasivo pelos membros da CPI das Escutas Telefônicas da Câmara dos Deputados. urn:schemas-microsoft-com:office:office /

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

Protógenes, que comandou a Operação Satiagraha, que investigou crimes financeiros e prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas, dentre outros, esteve na CPI das Escutas para confirmar a suspeita de que o grupo de Daniel Dantas teria usado de escutas ilegais.   

Essa e outras questões, no entanto, não foram confirmadas pelo delegado, que durante todo o depoimento evitou responder sobre assuntos ligados a operação que ainda está em curso, alegando o dever de manter em segredo dados sigilosos.   

Cansados e irritados, alguns parlamentares chegaram a iniciar um tumulto motivado pelas frases evasivas ditas pelo delegado durante sua oitiva. Parece que estamos fazendo papel de bobos, e não somos bobos, não, senhor delegado, disse enfático o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). 

Mais nervosos, os deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Alexandre Silveira (PPS-MG) chegaram a bater boca por conta das respostas pouco objetivas dadas por Protógenes. Ele se acha no direito de responder ou não as perguntas. Ele não tem esse direito, bradou Faria de Sá. Imediatamente o deputado Alexandre Silveira defendeu o silêncio do delegado. Ele deve ser respeitado, está aqui como testemunha. Se ele interpreta violação de dados sigilosos, tem todo o direito de não falar, defendeu, também aos berros. 

Na avaliação do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) a vinda de Protógenes foi frustrante. Para o parlamentar, há um espaço entre o sigilo total e a colaboração que poderia ter sido melhor explorada. Mas ele não colaborou. Não deu informação suficiente para ajudar a incriminar quem cometeu crime ou esclarecer suspeitas, disse.  

Pontos principais do depoimento

Pressão para deixar a operação

Protógenes não admitiu ter sido pressionado pela cúpula da Polícia Federal para  deixar o comando da Operação Satiagraha. Segundo ele, houve dificuldades naturais que tiveram de ser transpostas no decorrer das investigações. E alegou que a investigação sobre sua saída também corre em segredo de Justiça para não revelar detalhes.

Última reunião

Ele confirmou que, na reunião, estiveram presente alguns oficiais da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) ligados ao grupo de inteligência ao qual ele mesmo pertence. E que as dificuldades que surgiram nessa transição de equipe está sendo investigada.

Senhas

Questionado se a PF recebeu senhas para monitorar chamadas de telefones de pessoas não investigadas, Protógenes disse que não. E que as autoridades policiais são impedidas de obter dados sigilosos junto às operadoras telefônicas sem autorização judicial.

Reforma de lei

O delegado defendeu reforma na lei que permite as Polícias civil e federal interceptar legalmente os telefones de investigados. Para ele, é preciso mais agilidade.

Judiciário  

Para o delegado, os métodos de controle do MP devem ser melhorados. Ele defendeu que toda interceptação seja precedida de autorização judicial.

Novos depoimentos

Protógenes citou o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh, como alvos da investigação Satiagraha. Os deputados do PSDB Vanderlei Macris (SP) e Gustavo Fruet (SP) apresentaram requerimento de convocação dos dois; os requerimentos ainda terão de ser votados.

Prisão

Para alguns, é uma felicidade prender; no meu caso, não. Só faço o meu trabalho. Mas quando se trata de casos sórdidos de corrupção de instituições públicas, acho que a sociedade se sente agradecida [quando há prisão].

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