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Depoentes da CPI dos Grampos negam ter feito escutas ilegais

BRASÍLIA - Os últimos dois convocados a depor na CPI dos Grampos ¿ Alex Martins e Marlésio Martins ¿ negaram, assim como o primeiro, Waldecir de Oliveira, as acusações de fazerem interceptações telefônicas clandestinas, no Rio de Janeiro. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/08/cpi_ouve_tecnico_acusado_de_fazer_grampos_1263750.html target=_topCPI ouve técnico acusado de fazer grampos

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |

O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), explicou que a convocação dos três teve como finalidade expor à comissão os chamados grampeiros. Mas, para os parlamentares, a CPI tira pouco proveito dos depoimentos desta terça-feira Eles negaram o óbvio, argumentou o deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), que criticou o que chamou de "cena". "Temos de reconhecer que os três são excelentes artistas. Eles fizeram cena (mentiram), mas podemos dar o troco buscando mais provas materiais contra eles".

Em seu depoimento, Alex Martins declarou nunca ter visto uma linha telefônica grampeada, mas que apenas encontrou vestígios, como pedaços de fios cortados. De 1997 a 2001, o ex-técnico em instalação e reparo de linhas trabalhou na empresa Telemar (atualmente, Oi Fixo), de onde foi despedido.

Marlésio Martins admitiu que trabalhou para um detetive particular seguindo pessoas, tirando fotos sigilosas, e fazendo varreduras em telefones, mas garantiu nunca ter grampeado ninguém. Nunca vi uma escuta telefônica, afirmou o depoente, que em 2002 foi preso disfarçado de funcionário da Telemar. Ele alegou na CPI que estava tirando fotos.

Os três foram convocados pelos parlamentares após serem citados em depoimentos anteriores na comissão como conhecidos grampeiros. Eles foram citados no depoimento do gerente de Operações Especiais da Oi Fixo (ex-Telemar), Arthur Madureira Pinho, e do ex-técnico em rede de acesso da operadora, José Luiz da França Neto, prestado em fevereiro. Waldecir seria grampeiro profissional, possuindo equipamentos para realizar escutas em sua casa, segundo informações de França Neto.

A acusação foi negada por Waldecir, que afirmou não fazer escutas e disse ser dono de uma empresa legal de segurança eletrônica. O ex-funcionário da Telemar disse ser técnico em instalação e reparo, mas reconheceu que emprestou gravadores para policiais fazerem gravações. Segundo ele, sua empresa oferece serviços como instalação de identificador de chamadas, troca de cabeamentos e fornecimento de gravadores. Ela também faz varreduras contra escutas ilegais.

PRF

Nesta quarta-feira, a CPI ouve dois agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A CPI tem informação que a PRF possui, irregularmente, equipamentos de escuta telefônica.

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