Denúncias de tráfico de drogas crescem 21,4% em São Paulo

Os primeiros meses de 2008 tiveram aumento recorde de denúncias sobre tráfico de drogas em São Paulo. Entre janeiro e julho, o Disque Denúncia (181) foi acionado 26.694 vezes com informações sobre o comércio de cocaína, maconha, crack e ecstasy. O número é 21,4% superior ao do mesmo período de 2007, quando foram 21.988 casos.

Agência Estado |

  crescimento foi o maior registrado nos últimos cinco anos. Desde 2003, a evolução de um ano para outro nunca havia ultrapassado a casa dos 17%.

O mapeamento do Instituto São Paulo Contra a Violência, administrador do 181, revela que o epicentro das denúncias está em três cidades. A divisão por municípios indica que 36% dos telefonemas anônimos partiram da capital paulista. Em segundo lugar vem Sorocaba, no Interior, com 4% dos casos, seguida por Guarulhos, na Grande São Paulo, com 3%.

A aglomeração de 43% das notificações em três regiões do Estado expressa que o tráfico obedece as leis de mercado, avalia o coordenador de projetos do Instituto, Paullo Santos. O traficante não doa, ele vende droga. Por isso, ficará concentrado onde o poder de consumo é maior, afirma. O sociólogo Marcelo Batista Neri, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, concorda que a radiografia do Disque Denúncia pode mensurar onde o tráfico tem atuação.

Assim como o gráfico do Disque Denúncia, os números de boletins de ocorrência sobre apreensões de entorpecentes e de traficantes também estão em alta. Entre janeiro e o dia 30 de junho, foram 21.034 boletins registrados em delegacias em São Paulo, frente a 15.399 nos mesmo intervalo de 2003 - um acréscimo de 38,3%. A denúncia caminha ao lado da ação policial. É uma das armas mais preciosas da investigação, afirma o delegado Luiz Carlos Magno, diretor administrativo do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). As informações são do "Jornal da Tarde".

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