Denúncias contra Vaccari adiam escolha do tesoureiro da campanha de Dilma

As investigações do Ministério Público sobre desvio de dinheiro da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), envolvendo o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, atrasaram a busca por nomes para cuidar das finanças da campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.

Andréia Sadi, iG Brasília |

O partido pretendia apresentar o escolhido ainda neste mês à pré-candidata. Agora, o novo tesoureiro de Dilma só deverá ser anunciado no meio do ano.

Vaccari presidiu a Bancoop até fevereiro, quando deixou o cargo para assumir o posto de tesoureiro do PT. A revista Veja publica reportagens segundo as quais ele estaria envolvido num esquema de desvio de mais de R$ 100 milhões da cooperativa ligada ao PT.

O PT já tinha adotado desde 2006, após o escândalo do mensalão, a política de que o tesoureiro do partido não acumula as contas da campanha. Mas, depois que o caso envolvendo Bancoop voltou à tona, dirigentes da legenda querem afastar qualquer possibilidade de João Vaccari exercer as duas funções e sobrar para a campanha de Dilma.

A própria Dilma havia avisado ao partido, na semana passada, assim que surgiram as primeiras acusações contra Vaccari, que agora está definitivamente descartada a hipótese de ele cuidar das finanças de sua campanha. Mas a candidata insistiu que o tesoureiro não pode ser condenado sem ter antes a oportunidade de apresentar sua defesa.

Ele poderia acumular as duas funções, mas já estava decidido, antes de ser escolhido o tesoureiro, que Vaccari não cuidaria das finanças da campanha, disse o líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT).

Apesar de não estar cotado para acumular o cargo com a Tesouraria do PT, Vaccari havia sido recrutado para ajudar a encontrar um tesoureiro com perfil executivo, um empresário ligado ao PT ou novato em campanhas políticas.

No entanto, preocupado em apresentar a sua defesa às denúncias de desvio de dinheiro da Bancoop, Vaccari deixou o partido de mãos abanando. Lideranças petistas disseram que especulações sobre nomes são frequentes, mas, na prática, estão sem opção. 

O ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior, que cuidou das finanças na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006 está descartado. Petistas chegaram a cogitá-lo, mas Filippi é candidato a deputado, o que inviabiliza a possibilidade a não ser que ele aceite desistir da disputa por uma vaga na Câmara.

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