Denunciado fazendeiro acusado de matar Dorothy Stang

O procuradoria da República em Altamira, no Pará, denunciou criminalmente o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão , por grilagem de terras e tentativa de estelionato. Se for condenado, a pena pode chegar a 15 anos de prisão.

Agência Estado |

Taradão também é acusado de ser o principal mandante da morte da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang, em fevereiro de 2005. Ela foi morta com nove tiros nas terras que ele supostamente tentou grilar, em outubro do ano passado.

A área, conhecida como lote 55 da gleba Bacajá, fica às margens da Rodovia Transamazônica, no município de Anapu, região central do Pará. São 2,9 mil hectares, o equivalente a cerca de 2.500 campos de futebol, que segundo o Ministério Público (MP) pertencem ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Dorothy implantava ali o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, para assentar colonos da reforma agrária, quando foi assassinada.

Taradão teria tentado negociar o lote a agricultores que já moram na área, dizendo-se proprietário com base em documento sem valor jurídico. Para arregimentar os trabalhadores rurais, o fazendeiro pagou transporte, alimentação e, segundo relato de testemunhas, até bebida e cigarros. A reunião, registrada em ata, foi realizada em uma unidade avançada do Incra em Altamira.

Em depoimentos colhidos desde 2005, o fazendeiro apresentou sete versões diferentes para a propriedade do lote 55 - todas relatadas na denúncia. A área teria sido negociada diversas vezes, mas Taradão teria como prova de propriedade apenas um Contrato de Alienação de Terras Públicas (CATP) em nome de um terceiro, datado de 23 de março de 1977 e cancelado. O advogado Jânio de Siqueira, que defende o fazendeiro, não respondeu ao recado deixado em seu escritório e não atendeu às ligações em seu celular.

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