Denúncia respinga em, pelo menos, nove partidos

O escândalo do suposto pagamento de propina do Democratas (DEM) de Brasília já atinge nove partidos. No inquérito, são citados, pelo menos, quatro presidentes regionais de legenda. Há também deputados e secretários de outros partidos que compunham a base do governador José Roberto Arruda, em conversas exibidas pelo iG. As denúncias foram feitas pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa à Polícia Federal e ao Ministério Público.

Erika Klingl, iG Brasília |


  • Empresário põe dinheiro na cueca

    O secretário de Obras, Márcio Machado, aparece no inquérito como o responsável por coletar propina e distribuir a aliados políticos. Filiado ao PSDB há 14 anos, Machado é presidente do tucanato no Distrito Federal. Quem também tem o nome envolvido nas denúncias de Durval é Fernando Antunes, presidente local do PPS e secretário-adjunto de Saúde. Ele recolheria dinheiro para Augusto Carvalho, deputado federal e secretário de Saúde. Os três negam as denúncias.

    Em um trecho do inquérito, Durval cita também o pagamento de R$ 200 mil para Adalberto Monteiro, presidente local do PRP e de R$ 100 mil para Omar Nascimento, que comanda o diretório regional do PTC.

    Além deles, o esquema de corrupção atinge quatro outros partidos na Câmara Distrital: Rubens Bruneli (PSC), Rogério Ullysses (PSB), e, pelo PMDB, Eurides Brito e Benício Tavares. O ex-secretário mencionou ainda aos promotores pagamento supostamente feito para o deputado Benedito Domingos (PP).

    Escândalo no Distrito Federal

    Entenda

    Inquérito da PF

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