Dentista do DF descobre técnica para diagnosticar osteoporose

Um novo método de diagnóstico da osteoporose, mais simples e barato, foi descoberto por um dentista de Brasília. André Ferreira Leite, de 31 anos, conseguiu provar que a doença - que resulta da carência de cálcio nos ossos - deixa marcas claras nas radiografias da arcada dentária, exames de rotina em tratamentos odontológicos.

Agência Estado |

"A osteoporose é uma doença silenciosa e normalmente descoberta apenas após uma fratura. Mas com o raio X é possível detectar o afilamento da borda da mandíbula inferior e, se isso ocorrer, o paciente tem predisposição à osteoporose", afirma o cirurgião dentista, radiologista do hospital da Universidade de Brasília (UnB).

Leite chegou à conclusão após analisar exames de 351 mulheres pós-menopausa, grupo de maior risco de desenvolver a doença. Isso porque, nessa fase da vida, o nível de estrógeno (hormônio feminino) diminui drasticamente e, com ele, cai o nível de estímulo para a renovação dos ossos. Os dados fazem parte da dissertação de mestrado de Leite na UnB, concluída recentemente.

Embora ressalte que o raio X não substitui a densitometria óssea (exame utilizado atualmente para detectar a doença), Leite destaca que a radiografia ajuda no diagnóstico precoce da osteoporose. "O raio X serve como um exame prévio. É um importante indicativo para saber se o paciente deve ou não fazer a densitometria", afirma. Enquanto um raio X custa para o Sistema Único de Saúde (SUS) cerca de R$ 9, a densitometria não sai por menos de R$ 55.

Prevenção

Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia apontam que até 70% dos casos de osteoporose não são diagnosticados antes de o paciente ter a primeira fratura. Segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge 10 milhões de brasileiros. A osteoporose não tem cura, o que reforça a necessidade da prevenção.

A doença tem também um alto grau de mortalidade. Levantamento recente feito na China com 3.891 pacientes com fratura de bacia mostrou que, de cada 15 internados, 1 morreu. No ano subseqüente, foram 30 óbitos. Embora atinja mais as mulheres na pós-menopausa, a osteoporose também não deixa os homens imunes. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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