A Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) vai iniciar na próxima semana ações promocionais em Minas Gerais e São Paulo para evitar a perda de turistas no Rio, no feriado de Tiradentes, por conta da epidemia de dengue. Até agora, as pré-reservas correspondem a 45% da ocupação da rede hoteleira.

Nos anos anteriores, a 15 dias do feriado esse índice era de cerca de 55%. "Caso a ocupação durante o feriado fique nesse patamar, de cerca de 50%, os prejuízos para o Rio de Janeiro, tanto na rede hoteleira, como no turismo receptivo, podem chegar a R$ 100 milhões. Mas acredito que vamos alcançar a meta de 80% com as ações promocionais", disse Alfredo Lopes, presidente da ABIH.

Lopes lembra que no Estado do Rio a folga se estende até o dia 23, por causa do feriado de São Jorge. "É um feriado do tamanho do carnaval, de cinco dias", comparou Alfredo Lopes, presidente da ABIH. Lopes está otimista. "As tendas de hidratação já têm vagas, estamos no outono, tivemos as ações do governo. Não sou especialista, mas o que parece é que o pico da epidemia passou. E as pessoas estão informadas sobre o uso de repelentes, meias", afirmou.

Se a epidemia já atinge o mercado interno, o setor de turismo receptivo ainda não foi atingido. De acordo com o presidente da Bito (sigla em inglês para associação brasileira de turismo receptivo), Roberto Dultra, ainda não houve registro de cancelamento de reservas. Autoridades portuguesas já confirmaram que dois turistas portugueses contraíram a doença em visita ao Rio de Janeiro e outros oito casos estão sob investigação.

"Notícias sobre epidemias atrapalham o turismo em qualquer lugar do mundo. Tivemos o exemplo da Ásia e a gripe aviária. Mas até agora não fui avisado de nenhum cancelamento. Soube apenas de um grupo, que se hospedaria no Intercontinental, e aparentemente, por conta da dengue, transferiu o encontro para São Paulo. Mas ainda não tive a confirmação", afirmou.

Dultra informou que tem recebido e-mails de várias agências internacionais com pedidos de esclarecimento sobre a epidemia. "Temos trocado informações por e-mail, mas sem registro de desistência", afirmou. "Mas como carioca quero deixar registrado que estou preocupado e espero que as ações do governo sejam permanentes para que essa situação não se repita".

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