Demolição de templo da Renascer atrasa por problemas no terreno

SÃO PAULO - A demolição do templo sede da igreja Renascer, no Cambuci, zona sul da capital, prevista para começar no início desta sexta-feira, atrasou por problemas no terreno. O teto da Renascer caiu no último domingo deixando nove pessoas mortas e ao menos 100 feridos.

Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo |

Segundo Felipe da Silva, funcionário da Iv Transporte e Guindaste, empresa contratada pela Renascer, o chão não aguentou o peso do guindaste e começou a ceder. Por isto, os trabalhos foram interrompidos até a chegada de chapas de aço, que vieram de Guarulhos e serão usadas para reforçar o piso.

AE
Guindaste que daria início a operação de demolição do templo da igreja

De acordo com Igor Bof, representante comercial da empresa, o guindaste pesa 60 toneladas e suporta até 140 toneladas. Outro funcionário da "Iv" informou que quatro homens da empresa trabalharão na demolição.

Na subprefeitura da Sé, que representa a Prefeitura da cidade no processo, os documentos para a demolição foram entregues e aprovados, informou a assessoria. Já representantes do Instituto de Criminalística disseram que o órgão não recebeu o plano para a demolição e se reuniu com policiais para decidir como os procedimentos serão realizados.

"Eles moram aqui há 45 anos, esta casa é tudo para eles"

Com uma filmadora na mão, a enfermeira Soraya Moragola, de 44 anos, registra a movimentação na lateral da igreja Renascer, onde está posicionado o guindaste, no Cambuci, zona Sul de São Paulo. Soraya é moradora de uma vila particular, localizada ao lado do templo, que teve oito casas interditadas pelo risco de novos desabamentos.

Uma delas foi a de seus pais, Marassoré e Vera Lúcia Moragola. "Eles moram aqui há 45 anos, esta casa é tudo para eles", conta. Soraya disse que seus pais estão viajando e só ficaram sabendo da tragédia pela televisão. "Eles embarcaram num navio no domingo, depois ligaram muito nervosos", afirmou. Segundo ela, ainda não é possível saber quais foram os danos causados a residência da família. "Não pude entrar e tirar nada, a imagem que tenho é a de cima", completou.

A enfermeira afirmou que os demais moradores da vila, que tiveram casas interditadas, estão em um hotel pago pela Renascer. "Pessoas que pregam o amor e justiça não devem deixar os outros na mão", considera ela, que ainda não sabe se irá processar a instituição. "A nossa preocupação é que primeiro liberem o muro, depois vamos aguardar o contato da igreja", disse.

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