DEM tenta contornar divergências e reitera apoio ao PSDB em 2010

BRASÍLIA (Reuters) - Lideranças do Democratas reuniram-se nesta quarta-feira para tentar contornar divergências internas e reafirmar a unidade da legenda em torno do apoio ao PSDB na sucessão presidencial de 2010. O encontro, que reuniu 90 convidados, aconteceu na residência oficial do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e contou com a presença de senadores e deputados do partido, além do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

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Para o líder da sigla no Senado, José Agripino Maia (RN), a decisão sobre o nome que irá concorrer à eleição presidencial de 2010 é uma escolha que cabe ao PSDB e, qualquer que seja ela, o DEM estará ao lado dos tucanos.

"O almoço foi uma fotografia da unidade do partido por uma tese", afirmou Agripino a jornalistas.

Os conflitos do DEM têm origem na indecisão do PSDB, que se debate entre as candidaturas à Presidência dos governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).

Líder das pesquisas de intenção de voto, Serra defende que o PSDB anuncie o candidato em março, enquanto Aécio Neves quer que a escolha aconteça até janeiro.

A posição de Aécio ganhou musculatura depois que o Democratas passou a defender a celeridade da decisão. Integrantes de uma ala do DEM acreditam que Aécio seria mais agregador para atrair alianças. Mesmo o grupo do Democratas mais afinado com Serra sustenta no máximo o mês de fevereiro.

"Esse é um problema que diz respeito ao PSDB. A nossa decisão está tomada", afirmou Kassab, um dos principais apoiadores de Serra na legenda.

O deputado Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, e seu pai, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia, vêm criticando a demora do PSDB para a escolha do candidato e lançando críticas públicas à postura de Serra de protelar a decisão.

"Não tem uma crítica interna, uma divisão. Existem opiniões divergentes, o que é normal", explicou o Maia.

Na terça-feira que vem deve acontecer uma reunião entre o DEM e o PSDB em Brasília com a presença de Rodrigo Maia, do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e dos líderes do Senado e da Câmara.

(Reportagem de Ana Paula Paiva)

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