DEM tem que prestar contas por crise no Senado, afirma Dilma

BRASÍLIA ¿ A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu nesta sexta-feira o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e criticou a decisão do DEM de pedir o afastamento do peemedebista do comando da Casa. Segundo informou a ministra, o DEM também deve assumir a responsabilidade pela crise na instituição, uma vez que é responsável pela primeira-secretaria. Atualmente, a primeira secretaria está sob o comando do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Anteriormente, o posto era ocupado pelo senador Efraim Morais (DEM-PB).

Carollina Andrade, repórter em Brasília |

Tem uma prática no Brasil que não esta correta que, é achar que sempre que você pega uma pessoa e joga ela aos leões você está no caminho de solucionar as questões éticas. Colocar a culpa em uma pessoa por uma crise que tem mais de quinze anos não é certo, disse a ministra.  Quem é responsável pelos contratos, pelas passagens, por tudo? Soube eu que os integrantes da primeira secretaria foram do DEM e estranhamente o DEM pede o afastamento do Sarney. Se a casa foi dirigida pelo DEM, o partido também tem que prestar contas, completou ela.

A primeira secretaria é uma espécie de "prefeitura" do Senado, responsável pelo controle administrativo, realização de licitações, contratação de pessoal e pagamentos de despesas do Senado, entre outras atribuições.

Apesar da ministra ter defendido a permanência de Sarney da Casa, ele reforçou que é favorável a apuração de responsabilidades pela atual crise que se instalou na instituição. Eu sou inteiramente à favor de toda transparência no Senado, do reforço na instituição, de se apurar com riqueza de detalhes tudo o que for correto e incorreto. Porque eu não acredito que sem instituições virtuosas e fortes se tem uma institucionalidade democrática e republicana, destacou a ministra.

Dilma enfatizou ainda que o fato dela expor sua posição perante a crise no Senado, não quer dizer de forma alguma que ela esteja dando um receituário do que se deve ou não fazer para minimizara seus efeitos.  Longe de mim estar aqui interferindo na autonomia dos poderes, mas só estou ponderando algumas coisas pra se entender a minha resposta. Eu não concordo em demonizar o presidente Sarney e responsabilizá-lo por toda essa crise. Eu concordo com a apuração, mas não com o tratamento desequilibrado que dão hoje ao presidente Sarney, acrescentou a ministra no início da tarde.

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