DEM quer ouvir servidores exonerados da Receita

O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), discutirá hoje com a bancada do partido a possibilidade de convidar a prestarem depoimento no Senado alguns dos servidores que foram exonerados de cargos de chefia da Receita Federal ou que pediram para sair. Agripino Maia afirma que os servidores podem dar informações sobre uso político da Receita Federal.

Agência Estado |

Os senadores do DEM se reunirão na hora do almoço no gabinete da Liderança da legenda.

Ontem, 12 integrantes da cúpula da Receita pediram exoneração coletiva. A exoneração de quatro dos 12 que assinaram carta de demissão foi publicada hoje no Diário Oficial da União. No texto encaminhado ao secretário Otacílio Cartaxo, os demissionários, ligados ao grupo da ex-secretária Lina Vieira, condenam o que chamam de "clara ruptura com a orientação e as diretrizes que pautavam a gestão anterior".

O líder do DEM discutirá com os correligionários sobre o melhor foro para convocar os demissionários - CCJ, Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ou Comissão de Fiscalização e Controle (CMA). Na CCJ, o presidente é o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que, como oposicionista, poderia colaborar para aprovar os convites. Porém, nas outras duas comissões os presidentes são da base aliada e poderiam atrapalhar os planos da oposição. Os senadores do DEM analisarão também quais os servidores que melhor poderiam esclarecer o assunto, para evitar que todos sejam chamados ao Senado.

Duas demissões foram publicadas ontem no Diário Oficial. Eles são integrantes do grupo de Lina que participaram da guerra de versões entre a ex-secretária e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre uma reunião na qual a então chefe da Receita teria recebido pedido para apressar a conclusão do processo de fiscalização do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A ministra nega a reunião e o pedido.

Foi exonerada Iraneth Maria Weiler, que afirmou, em entrevista, que a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, havia se encontrado com Lina no gabinete da Receita Federal para agendar o encontro com Dilma. Também perdeu o cargo de confiança Alberto Amadei Neto, assessor especial do gabinete da Receita que assessorou Lina durante seu depoimento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sobre a suposta reunião com Dilma.

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