O DEM quer voltar ao centro do debate político em Brasília lançando um candidato na eleição indireta para sucessor do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) no Distrito Federal (DF). O processo foi coordenado pelo novo presidente do DEM no DF, o senador Adelmir Santana.

Por enquanto, estão na corrida pela indicação a candidato do DEM na eleição indireta os deputados federais Alberto Fraga e Osório Adriano, e o ex-senador Lindberg Aziz Cury.

Adelmir Santana explicou que o candidato deve ser escolhido ao longo do feriado de Páscoa, quando partidos aliados também serão procurados em busca de apoio. Na segunda-feira, às 18 horas, a cúpula do DEM do Distrito Federal volta a se reunir para anunciar um nome de consenso.

A ideia de ter um representante na eleição que escolherá o "governador tampão", com mandato apenas até o final deste ano, tem dois objetivos, na avaliação do presidente do diretório local. O primeiro é o de tentar convencer a população de que o partido não ficou enfraquecido apesar do escândalo envolvendo José Roberto Arruda, único governador eleito pela legenda em 2006, que teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral.

"Os integrantes do partido envolvidos no esquema fizeram uma lambança, mas foram castigados e seriam expulsos do partido se não tivessem se desligado. Eles foram escorraçados do partido", afirmou Santana, antes de entoar o mesmo mantra usado pela cúpula de que "o DEM agiu diferente das outras agremiações envolvidas em corrupção e puniu os correligionários".

O segundo objetivo do lançamento de um candidato a governador é o de montar um palanque forte para a campanha presidencial do PSDB, de quem o DEM é o principal aliado. Arruda chegou a ser cotado como candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB). Em crise, o DEM não tem, por ora, o que oferecer aos tucanos no Distrito Federal.

"Ninguém mais do que nós tem condições de oferecer palanque para o Serra", afirmou o senador, que contabiliza três deputados distritais, dois federais e um senador eleitos pelo partido no DF. Conquista parecida só teve o PT do Distrito Federal, partido de oposição, que elegeu quatro deputados distritais, um deputado federal e nenhum senador.

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